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O que conseguimos verificar

Verificamos 8 coisas e não verificamos 4. Preferimos dizer onde não chegamos a deixar você concluir, de uma tela vazia, que está tudo bem. O que não conseguimos ver continua lá.

Cada limite abaixo tem uma razão apurada. Onde a razão for falta de tempo, o texto diz isso — inventar impedimento técnico para esconder prioridade seria a mesma coisa que afirmar verificação que não houve.

O QUE VERIFICAMOS

Vazamentos com o seu e-mail

Quando uma empresa é invadida, os dados dos clientes costumam acabar em listas que circulam abertamente. Nós conferimos essas listas e mostramos em quais o seu e-mail apareceu, com a data e o que vazou junto — senha, telefone, endereço.

Como: Consultamos mais de uma base de incidentes, porque nenhuma delas tem tudo. Cada achado guarda de onde veio e quando foi encontrado, e o mesmo incidente listado em duas bases aparece uma vez só. Não deduzimos nada: o que você vê é o que a base respondeu, e qualquer pessoa pode conferir depois.

Sua fotografia republicada na internet

Você escolhe uma foto sua e nós procuramos onde ela está publicada na internet. Encontramos mesmo quando alguém recortou, mudou o tamanho ou colocou texto por cima — é a mesma foto, e ela continua sendo reconhecida.

Como: A foto é usada para a busca e descartada em seguida: nós não guardamos imagem sua. Fica só uma assinatura matemática dela, que não permite reconstruir a foto mas prova, se um dia for preciso, exatamente qual imagem foi buscada e quando. Cada resultado vem marcado como a mesma foto ou como recorte dela, e nada aparece sem ter casado o arquivo que você enviou — nenhum resultado é apenas parecido.

Seu nome nas páginas que os buscadores mostram

Procuramos o seu nome completo nos buscadores e mostramos as páginas públicas que o citam — processo em site jurídico, diário oficial, lista de sócios, corretor de dados. São páginas que existem e estão indexadas, e que nenhuma consulta por e-mail alcançaria.

Como: A busca devolve o endereço exato da página, e é ele que a carta manda conferir — quando o caso permite, pedindo também a retirada do nome do índice de busca. Só o nome é enviado, e nenhum outro dado seu. E porque nome tem homônimo, nenhum resultado vira carta sozinho: cada um é apresentado para você confirmar que é sobre você. Você autoriza esta busca separadamente, e pode desligá-la sem perder o resto.

Perguntar à empresa se ela tem dados seus

Existem empresas que têm dados seus sem você jamais ter ouvido falar delas: compraram, juntaram de outras fontes, revendem. A lei obriga qualquer uma delas a responder, por escrito, se tem algo seu — mesmo que você nunca tenha sido cliente. Nós fazemos essa pergunta por você.

Como: Se a resposta for sim, a segunda carta cobra a exclusão citando a confirmação que eles mesmos deram — e aí fica difícil alegar que não acharam seu cadastro. Se for não, guardamos a negativa com data: ela passa a valer contra eles caso o seu dado apareça ali depois. Mantemos uma lista dessas empresas pronta, para você perguntar a todas de uma vez sem precisar descobrir quem são.

Publicação com o seu telefone, endereço ou imagem

Você registra o endereço da publicação e nós geramos a carta ao controlador do site, com o fundamento correspondente.

Como: Você informa o endereço da página e o tipo de conteúdo, e o argumento da carta muda conforme o caso. Se for imagem íntima divulgada sem o seu consentimento, a lei brasileira obriga o site a remover assim que você avisa, sem precisar de processo judicial — e a carta cobra isso desde a primeira linha.

Envio da carta e contagem do prazo

Enviamos a carta, guardamos o comprovante de que ela saiu e passamos a contar o prazo legal a partir daquele momento.

Como: A lei dá 15 dias para a empresa responder, e o dobro disso quando ela é de pequeno porte. Quando não sabemos o porte, usamos o prazo maior de propósito: acusar atraso de quem ainda estava no prazo enfraqueceria a sua reclamação justamente na hora de apresentá-la. Avisamos você quando o prazo se aproxima, quando vence, e assim que eles responderem.

Conferir se o dado saiu do ar depois

Empresa dizer que apagou não é o mesmo que ter apagado. Quando a exposição tem endereço público, voltamos a ele depois que você registra o desfecho — vinte dias depois do atendimento, noventa depois da recusa — ou quando o prazo vence sem resposta. Cadastro dentro de um serviço e vazamento não se conferem de fora.

Como: Lemos a própria página. Só damos o dado por removido quando a página deixa de existir em duas conferências, em dias diferentes: página que sai do ar por instabilidade volta no dia seguinte. Página que abre sem o seu nome não conta como remoção, porque há páginas que só mostram o conteúdo a quem entra com conta.

Monitoramento contínuo

Se você ativar, repetimos por conta própria a verificação de vazamentos e a busca pelo seu nome, e procuramos também o seu nome nos diários oficiais — toda semana no Pro, todos os dias no Premium — e avisamos por e-mail quando aparecer algo novo.

Como: Cada busca só se repete se você a autorizou. E só avisamos o que mudou: reencontrar algo que você já conhecia não gera e-mail nenhum, porque aviso que não acrescenta nada ensina a ignorar o próximo, e o próximo pode ser o que importa. Você desliga quando quiser, sem explicar por quê.

O QUE NÃO VERIFICAMOS

Vazamentos com o seu telefone ou CPF

Não consultamos. Um resultado sem achados não significa que o seu telefone ou o seu CPF não estejam em vazamento nenhum.

Por quê: Consultar por e-mail é possível porque existem bases abertas que aceitam essa busca. Por CPF e telefone, não: quem oferece esse serviço é justamente quem lucra juntando dado vazado. Perguntar a eles se você está na lista significaria entregar o seu CPF a quem vive de colecioná-los — e você sairia mais exposta do que entrou. Preferimos não fazer.

Outra fotografia sua, ou montagem feita de outra imagem

Procuramos a foto que você nos deu, não o seu rosto. Se alguém publicou outra foto sua, ou fez uma montagem a partir de uma imagem diferente, não vamos encontrar — a busca casa o arquivo, e outro arquivo é outra busca.

Por quê: Achar você em qualquer foto exigiria transformar o seu rosto em um código de busca e guardá-lo — e essa é a tecnologia que permite seguir uma pessoa pela cidade, ligar o rosto dela a um nome numa foto de multidão e vender esse cruzamento. É exatamente o tipo de base que você nos procurou para desmontar. Construir uma para procurar você seria criar o próximo vazamento enquanto resolvemos o atual. É a limitação de que menos nos arrependemos.

Cadastros e contas em plataformas

Não saímos procurando onde você tem conta. Você indica, e a partir daí cuidamos de tudo.

Por quê: Descobrir sozinhos exigiria tentar entrar na sua conta em cada site, um a um. Não faremos isso — e desconfie de quem oferecer.

Perfis em redes sociais e sites de relacionamento

Não procuramos. Se você souber de um perfil, registre e nós pedimos a remoção normalmente.

Por quê: Além de essas plataformas bloquearem qualquer busca automática, há uma razão que pesa mais: a lei trata a existência de um perfil em site de relacionamento como dado sensível, no mesmo nível de saúde e religião. Sair adivinhando onde você tem perfil produziria exatamente o tipo de dedução sobre a sua vida íntima que a lei existe para impedir.